- São João
- A Nossa Saúde
- Clínicos
- Centro de Imagiologia
- Centro de Medicina Laboratorial
- Centro Materno Pediátrico
- Clínica de Psiquiatria e Saúde Mental
- UAG da Urgência e Medicina Intensiva
- UAG de Cirurgia
- UAG de Medicina
- Não Clínicos
- Centro Ambulatório
- Centro de Controlo de Negócio
- Centro de Epidemiologia Hospitalar
- Centro de Gestão da Informação
- Centro de Logística, Compras e Património
- Serviço de Assistência Espiritual e Religiosa
- Serviço de Auditoria Interna
- Serviço de Certificação
- Serviço de Gestão de Recursos Humanos
- Serviço de Humanização
- Responsável pelo Acesso à Informação (RAI)
- Serviço de Operações Hoteleiras
- Corpo Clínico
- Nascer São João
- Banco de Sangue
- Centros de Referência
- Cardiologia de Intervenção Estrutural
- Cardiopatias Congénitas
- Coagulopatias Congénitas
- Doenças Hereditárias do Metabolismo
- ECMO
- Epilepsia Refratária
- Fibrose quística
- Neurorradiologia de Intervenção na Doença Cerebrovascular
- Oncologia de Adultos - Cancro do Reto
- Oncologia de Adultos - Cancro do Esófago
- Oncologia de Adultos - Cancro Hepatobilio/Pancreático
- Oncologia de Adultos - Cancro do Testículo
- Oncologia Pediátrica do Norte
- Transplante do Coração
- Transplante Rim Adultos
- Clínicos
- Utentes e Visitas
- Media
- Inovação
- Comunidade
- Associação de Apoio aos Doentes com Leucemia e Linfoma
- Associação Dadores de Sangue
- Associação Voluntariado Hospital São João
- Bebés de São João
- Casa Ronald McDonald
- Diretiva Europeia
- Liga dos Amigos do São João
- Linhas de Emergência
- Núcleo de Saúde do OIDH
- Saúde Internacional
- Serviço de Tradução Telefónica
- Submissão de projetos de investigação ao CHUSJ
O Hospital, nossa Páscoa | Mensagem à Comunidade Hospitalar
A nossa Casa, o Hospital, é alta. Olhá-la rapidamente pode não nos deixar ver mais do que uma parede, e uma parede até da cor das nuvens nos dias cinzentos. Se pararmos um pouco a olhar e a ouvir o que os olhos nos dizem algo novo acontece. Mas as nossas pressas, que só nos consentem olhares rápidos, relances superficiais, são tantas que já quase não sabemos ouvir o que vemos… sim!, que o que vemos também é de ouvir, de escutar, à procura de captar o mistério íntimo das realidades olhadas.
Só esta atitude – deixai dizer, reverente, ou, até, contemplativa, não necessariamente religiosa – diante do que vemos nos permite atravessar os contornos e as cores e os volumes e as sombras e chegarmos ao silêncio interior, nosso e das coisas, em que habita o sentido da vida. E só assim o poderemos beber, porque só assim ele se nos dá a beber. E aí, então, ver já não é só escutar também, torna-se também beber, também inspirar ar limpo, torna-se abraçar… é o sentido da vida, que não é diferente de sentir a vida na sua transparente profundidade.
Percebemos, assim, na altura, a verticalidade que nos convoca, a cada um e a todos, a não rastejarmos a quotidiana mediocridade para que, em tantas circunstâncias e tantas vezes tão justificadamente, nos vemos tentados.
E na parede, reparamos, assim, nas janelas, tantas e tantas, por onde de dia entra a luz e de noite a luz sai e neste trânsito contínuo da luz entre a noite e o dia descobrimos o apelo dirigido a cada um e a todos, a viver no percurso da luz, sem ceder à escuridão que pende acabrunhante sobre as nossas cabeças.
E o Hospital, reconhecemo-lo como nossa Casa comum, mais, a Casa que nós, cada um e todos, somos para aqueles que atravessam estas paredes altas que guardam as suas esperanças, à procura de encontrar olhares em que morem e neles se demorem a escutá-los, a beber as suas histórias, a respirar as suas aspirações, a abraçar o seu medo e a sua confiança.
Esta é a Páscoa que nos é dada, cada dia. Esta é a Páscoa que, cada dia, nos é pedida. E se, para os cristãos, dizer Páscoa é dizer Jesus Cristo morto e ressuscitado, cada um e todos, qualquer que seja a fé professada ou não professando alguma, podemos encontrar-nos no significado original da palavra: passagem. Quanto nos chama o tempo a esta passagem que o liberte do imediato incerto e precário e nos conduza ao conhecimento do seu mistério íntimo, a eternidade que nele germina e o abre além de si.
A verticalidade da Cruz ao sol da hora noa cravada no chão do meio do tempo é isto que dá, é isto que pede. E garante que não há noite de morte que não engendre no seu segredo um amanhecer de ressurreição.
Santa Páscoa!
Serviço de Assistência Espiritual e Religiosa

