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Polvos em crochet ajudam a estabilizar bebés prematuros do CHSJ

06 de Julho de 2017
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Portugal aderiu recentemente ao “Danish Octo Project” pela mão do Serviço de Neonatologia do Centro Hospitalar São João, no passado mês de março. Esta ideia consiste em entregar um polvo feito em crochet a todos os bebes prematuros que passam pelo serviço e colocá-lo junto ao corpo da criança que irá naturalmente começar a interagir com o seu novo amigo.

Esta ideia partiu de um grupo de investigadores dinamarqueses que descobriu que os tentáculos do polvo se assemelham muito ao cordão umbilical que liga o bebé á sua progenitora durante o período de gestação. Segundo a equipa que desenvolveu o “Danish Octo Project”, esta semelhança faz com que a criança reconheça o polvo e se identifique com ele, julgando tratar-se do cordão umbililcal, estabelecendo o contacto físico como tal. Esta situação tem promovido a estabilização do estado de saúde da criança.

“Na prematuridade, um dos maiores objetivos dos Serviços de Neonatologia é tentar recriar ao máximo o ambiente uterino, de maneira a que o bebé continue o seu processo de desenvolvimento o mais normalmente possível. Quanto mais se tenta atingir este objetivo mais os prematuros desenvolvem favoravelmente fora da barriga da mãe. Já existem várias técnicas para este propósito sendo esta uma das mais recentes e registando já um amplo sucesso mundial”, explica Madalena Ramos, enfermeira-chefe do Serviço de Neonatologia do CHSJ e responsável pela implementação do projeto.

Vários voluntários se prontificaram a criar gratuitamente os polvos em todos os países onde o Danish Octo Project está implementado, como é o caso da Suécia, Noruega, Islândia, as ilhas Faroé, Alemanha, Bélgica, Holanda, Luxemburgo, França, Itália, Turquia, Croacia, Israel, territórios Palestinianos, Austrália e os estados da Califórnia e Flórida, nos Estado Unidos da América.

Os polvos entregues até ao momento pelo CHSJ foram elaborados pelas duas madrinhas do projeto no CHSJ em regime de voluntariado (Acidália e Elisabete Serrão), seguindo as orientações de confeção do projeto original.

De acordo com a enfermeira-chefe do Serviço, “antes de colocar os polvos, na incubadora estes são esterilizados e registados, acompanhando o bebé durante o internamente e no regresso a casa.”

Polvos estão a ser feitos por voluntários em vários países do mundo.jpg