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Partilha de experiências marca Iº Encontro de Núcleo Hospitalar de Apoio a Crianças e Jovens em Risco

20 de Outubro de 2017
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O Auditório do Centro de Investigação Médica (CIM) da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (FMUP) foi, recentemente, palco do Iº Encontro do Núcleo Hospitalar de Apoio a Crianças e Jovens em Risco (NHACJR) dedicado à partilha de experiências com diversos profissionais ligados à Pediatria, à Psiquiatria, à Psicologia e ao Direito, na esperança de encontrar respostas para as crianças e jovens que procuram este organismo.

“Os Serviços de Saúde, enquanto instâncias de primeiro nível, adquirem relevo particular, nomeadamente com a criação dos Núcleos de Apoio a Crianças e Jovens em Risco. No âmbito das competências específicas que lhes estão atribuídas, os centros de saúde e os hospitais têm prioridade na intervenção junto de crianças e jovens, face às Comissão de Proteção de Crianças e Jovens (CPCJ) e aos Tribunais, que apenas devem ser chamados a agir quando não for possível aos primeiros remover o perigo”, afirmou Alda Mira Coelho, coordenadora do NHACJR-CHSJ e Pedopsiquiatra.

O NHACJR-CHSJ é constituído por uma equipa pluridisciplinar, integrando um corpo clínico que inclui uma pedopsiquiatra e uma pediatra, um enfermeira, um psicólogo, uma jurista e duas assistentes sociais. Desenvolve atividade através da prevenção da ocorrência dos maus tratos, da deteção precoce dos fatores de risco e de perigo, do acompanhamento e prestação de cuidados e da sinalização e/ou encaminhamento dos casos identificados de crianças/jovens até aos 18 anos de idade, sendo fundamental que toda a sociedade contribua para a sinalização atempada das situações de risco.

Os maus tratos em crianças e jovens dizem respeito a qualquer ação ou omissão não acidental, perpetrada pelos pais, cuidadores ou outrem, que ameace a segurança, dignidade e desenvolvimento biopsicossocial e afetivo da vítima. Podem apresentar diferentes formas clínicas, por vezes associadas: negligência (inclui abandono e mendicidade), mau trato físico, abuso sexual, mau trato psicológico/emocional e Síndroma de Munchausen por Procuração.

A Associação de Apoio à Vítima (APAV), regista cerca de mil queixas de crianças e jovens por ano.

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