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CHSJ participa em estudo que visa monitorizar níveis de iodo nas grávidas

14 de Maio de 2018
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Um grupo de investigadores vai iniciar esta semana o recrutamento de mulheres grávidas para avaliar os seus níveis de iodo e conhecer a prática dos profissionais relativamente a este nutriente dentro do Sistema Nacional de Saúde.

O projeto IoMum-Norte vai convidar as mulheres grávidas acompanhadas no Centro Hospitalar de São João (CHSJ) a cooperarem através da realização de análises à urina no início e no fim da gravidez.

“Não havendo conhecimento do estado das grávidas portuguesas quanto á concentração de iodo e não havendo evidência forte da necessidade de suplementação (de iodo) durante a gravidez, este é um estudo que se impunha”, afirma Nuno Montenegro, diretor do Serviço de Obstetrícia do CHSJ.

O objetivo final do projeto é contribuir para informar as entidades de saúde nacionais sobre o estado do iodo nas gestantes e assim monitorizar a eficácia de políticas de saúde pública e ajustá-las à realidade portuguesa.

O iodo é um nutriente essencial para o ser humano, em especial durante a gestação e a infância, devido ao papel que desempenha na produção das hormonas da tiroide.

Como o organismo não produz iodo, ele tem de ser obtido através de fontes externas, nomeadamente da alimentação. Entre as principais fontes alimentares de iodo estão, por exemplo, o marisco, a sardinha, o salmão, o leite e o iogurte.

Em agosto de 2013, a Direção-Geral da Saúde (DGS) publicou uma orientação técnica na qual recomenda a suplementação de iodo às mulheres em preconceção, grávidas e em amamentação exclusiva.

A equipa do IoMum integra profissionais de diferentes áreas, nomeadamente bioquímicos, nutricionistas, médicos e químicos do CHSJ,  do CINTESIS, da FMUP e da NOVA médica School.