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Projeto de combate à Hepatite C do São João origina livro de fotografia

24 de Julho de 2019
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Decorreu, recentemente, no Auditório do Museu Nacional Soares dos Reis, a apresentação do livro “Reclusão, Inclusão”, da autoria de Guilherme Macedo e Luís Ferreira Alves.

O livro descreve, através das fotografias do artista Luis Ferreira Alves, a experiência de Guilherme Macedo, diretor do Serviço de Gastrenterologia do Centro Hospitalar Universitário São João (CHUSJ) e da sua equipa, quando levaram a cabo o projeto-piloto de combate à Hepatite C no Estabelecimento Prisional do Porto.

O desafio consistiu em deslocar os seus profissionais ao Estabelecimento Prisional do Porto no sentido de realizar as consultas de especialidade de Doenças do Fígado, para promover os procedimentos diagnósticos adequados e facultar a medicação que permita a cura da hepatite C na quase totalidade dos reclusos tratados para esse efeito.

Segundo Guilherme Macedo, “trata-se de um projeto-piloto de grande impacto social, o de tornar acessível a cura da hepatite C, com as novas modalidades terapêuticas, a uma franja da população considerada como carenciada para estes tratamentos e que para, além do relevo individual tem muita importância epidemiológica, na medida em que é apontada como um grupo reservatório de potencial perpetuação da infeção na comunidade.

Após conhecer o propósito muito louvável do projeto e a realidade da própria cadeia, foi-me impossível não ficar interessado em colaborar nesta experiência. Espero que as fotografias tenham conseguido traduzir esta visão integradora do projeto”, afirma Luís Ferreira Alves, fotógrafo autor das imagens que compõem o livro.

O lançamento do livro contou com a apresentação de Fernando Araújo, médico e Presidente do Conselho de Administração do CHUSJ e de Artur Santos Silva, jurista e administrador de empresas.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) considera a eliminação da hepatite C uma prioridade de saúde pública à escala global. A atual taxa de sucesso terapêutico superior a 95% (acompanhada pela segurança e simplicidade da utilização dos compostos para esse efeito), tornou possível a adoção dessa estratégia global da OMS.

A OMS estima que, em todo o mundo, cerca de 700 mil pessoas perdem a vida, por dia, por Hepatite C ou doenças associadas ao fígado.