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Liga dos Amigos do São João


Depois de um processo laborioso, mas sempre muito bem conduzido, a Liga dos Amigos do Centro Hospitalar de São João nasceu a 20 de dezembro de 2006.Ficou, assim, aberto o percurso para uma caminhada que terá, agora, de ser prosseguida e impulsionada pela generosidade de todos os que compreendem o significado daquilo que está em jogo. De agora em diante, o seu papel será totalmente dependente da generosidade dos quiserem compartilhar essa marcha, que terá sempre de ser feita na fidelidade à natureza dos seus princípios e ao alcance dos seus objetivos.

Num Mundo de egoísmos como aquele que nos é dado a viver, um mundo dissolvente e pouco atento a algumas questões vitais que hoje afligem as pessoas, é-nos exigida a criação de elos que nos aproximem, nos unam e nos façam preocupar com o sofrimento daqueles que, quase sempre no anonimato, vivem a tragédia do abandono e da doença.

É um imperativo ético trazer para o centro das nossas preocupações, o bem dos outros, especialmente dos mais carenciados e frágeis, dos mais esquecidos, dos mais sozinhos, e que, em algumas circunstâncias, são considerados já, como material inútil, rejeitável.

Ora essa não é uma tarefa para vontades isoladas. É necessária a capacidade, a determinação, o empenho de muitos e uma grande generosidade de todos.

Os nossos estatutos contêm um longo elenco de atribuições que temos de tomar como obrigações. O humanismo não pode ser uma palavra doce, uma noção ou uma filosofia simpática, fácil de evocar, um slogan sem destinatários. Tem de nos levar a uma preocupação permanente que nos faça chegar aos outros, que seja eficaz e, também, por que não, nos aqueça a alma.

O ideal ético do humanismo tem de ser compreendido e realizado como um processo histórico e não como uma realidade abstrata; como um dinamismo sempre crescente e jubiloso e não como uma realidade penosa para pessoas cansadas; como uma procura cheia de compromissos concretos e de imaginação criadora.

Dantes ser humanista era ser romântico. Hoje o humanismo embora continuando a conter uma certa dose de poesia é, muito mais uma questão de pragmatismo do que de romantismo.

Neste momento de apresentação e de anúncio não temos um quadro de intervenções bem definido. Mas o bem não tem limites. Há objetivos latos concretos, mas também há circunstâncias.

Vamos estabelecer elos funcionais estreitos e fortes com a Direção do Centro Hospitalar de São João e com a secção do Voluntariado já existente, de modo a contribuir para que a passagem dos doentes pelo hospital seja, em todas as vertentes da sua função de atendimento, o mais eficaz, o mais agradável e o mais humanizada que for possível: colmatando lacunas, evitando conflitos, criando sinergismos.

Vamos ter de pedir. E oxalá que venhamos a ter muito que agradecer.