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São João inicia a atividade do Banco de Tecidos Músculo-esqueléticos

16 de Dezembro de 2020
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Ontem, dia 15 de dezembro, iniciou a atividade do Banco de Tecidos Músculo-esqueléticos (BTME) do Centro Hospitalar Universitário São João (CHUSJ), num novo espaço, com condições logísticas e de sistema de informação, que cumpre com os requisitos de qualidade e segurança desta área de atividade.

Este feito torna-se particularmente relevante visto apenas existirem dois BTME a nível nacional (Centro Hospitalar Universitário de São João e Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra).

O BTME do CHUSJ está dotado de “equipamento diferenciado em termos de armazenamento, gestão e segurança do processo”, segundo palavras de António Sousa, diretor do Serviço de Ortopedia do São João, contando com uma nova arca de ultra-congelação com características técnicas mais avançadas e com maior capacidade de armazenamento e preservação de tecidos.

Com capacidade de armazenamento suficiente para satisfazer e alargar a utilização atual – os enxertos podem ficar armazenados até 5 anos a - 70° Celsius -, destacam-se ainda como suas mais-valias a disponibilidade imediata de enxertos heterólogos, a possibilidade de recurso às técnicas de reconstrução inovadoras com recurso a este tipo de enxerto na cirurgia ortopédica, por exemplo, a menor despesa com a aquisição externa e a possibilidade de sustentabilidade financeira com a sua disponibilização a outras instituições.

De acordo com António Sousa, ao nível da especialidade de Ortopedia, este novo equipamento será extremamente importante na medida em que abre espaço a novas opções terapêuticas na reconstrução em ortopedia, sobretudo no âmbito dos enxertos usados na traumatologia desportiva, dos transplantes meniscais, de grandes reconstruções associas à patologia tumoral, assim como da cirurgia de revisão das artroplastias da anca e joelho.

O BTME possui também uma relevância clínica importante no âmbito da neurocirurgia, respondendo aos desafios técnicos e éticos nesta dimensão.

António Mateus, responsável do BTME, afirma que “esta mudança vai permitir ao São João cumprir os requisitos mais avançados de qualidade, segurança e proteção de dados, bem como disponibilizar tecidos para utilização em mais diferenciadas áreas médicas.”

De acordo com João Logarinho, vogal da Unidade Autónoma de Gestão de Cirurgia, “este investimento irá permitir, a curto-prazo, poder avançar na colheita de maior diversificação de tecidos, para utilização interna e disponibilização para outras instituições hospitalares”, o que resultará em melhores cuidados prestados aos doentes.