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Procura de cuidados de saúde mental pediátricos no CHUSJ, aumentou com a pandemia

12 de Outubro de 2021
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Tendo em conta os dados relativos a 2019, e os dados registados até ao final do terceiro trimestre de 2021, observa-se um aumento de cerca de 25% nos pedidos de consulta e de perto de 75% no número de consultas de crise, que correspondem a crianças e jovens observados na Urgência Pediátrica, e que traduzem a perceção da necessidade de um atendimento mais premente.

De acordo com Maria do Carmo Santos, diretora do Serviço de Psiquiatria da Infância e do Adolescente “Se no ano de 2020 o número de pedidos diminuiu, em virtude das regras de confinamento e do receio que a população tinha para procurar os serviços de saúde, a procura sentida em 2021 mostra que pais e cuidadores já se sentem disponíveis de o fazer e que estão atentos aos problemas e sintomas emocionais e comportamentais nos filhos.”

“Neste período pós-pandémico verifica-se que os sintomas depressivos e ansiosos são prevalentes, e estão relacionados com os receios que crianças e jovens experimentaram com o seu estado de saúde e dos próximos, a perda de familiares, o isolamento e privação das experiências normais de convívio; os adolescentes referem maiores dificuldades no ensino à distância, o receio de não atingirem os seus objetivos académicos, bem como algumas situações de conflitualidade familiar e de ciberbullying”, explica a clínica.

“É de extrema importância que os pais estejam atentos às mudanças importantes no comportamento dos filhos e disponibilizem um tempo de conversa (e sobretudo de escuta) se sentirem dúvidas quanto ao seu bem-estar, mas também conseguirem uma atenção discreta, evitando transmitir aos filhos a angústia que muitas vezes os atinge e a invasão da privacidade do adolescente, que é tão preciosa para o seu crescimento”, conclui Maria do Carmo Santos.