Passar para o Conteúdo Principal Top
Logotipo Centro Hospitalar São João

icone topo site (002)

São João recebe prémio com projeto que apresenta alternativa à anestesia de crianças na realização de Ressonância Magnética

16 de Novembro de 2021
Pre mio melhor comunicac a o oral site 1 1024 550

A Técnica Superior de Diagnóstico e Terapêutica (TSDT) do serviço de Radiologia do Centro Hospitalar Universitário São João (CHUSJ), Conceição Castro, recebeu o Prémio da Melhor Comunicação Oral no Congresso Nacional da Associação Portuguesa dos Técnicos de Radiologia, Radioterapia e Medicina Nuclear (ATARP). O estudo em causa questiona a necessidade de recurso a Anestesia na realização de Ressonâncias Magnéticas em crianças e apresenta uma alternativa baseada na comunicação.

Intitulado 'RM sem anestesia nas crianças: A Influência da Comunicação', este estudo comprova que recorrendo a uma comunicação centrada na criança, esta anestesia pode, em muitos casos, ser evitada.

"Este estudo, que envolveu 90 crianças com idades compreendidas entre os 4 e os 10 anos, submetidas a um pedido médico para realização de uma RM no CHUSJ, investigou a utilidade clínica do uso de uma comunicação centrada na criança. Os resultados mostraram que a necessidade de sedação reduziu significativamente em comparação com as crianças que apenas receberam o procedimento habitual com informações gerais sobre o exame, passando de 70% para 7% no caso das crianças que foram alvo de uma comunicação personalizada. Podemos concluir que a Comunicação Centrada na Criança é um método bem-sucedido e constitui uma alternativa viável ao uso de anestesia em crianças que precisam de uma RM de diagnóstico", explica Conceição Castro, autora do estudo que tem como coautoras as médicas Isabel Ramos e Irene Carvalho.

Segundo a TSDT, "Esta situação evitaria a necessidade de existência de uma sala de recobro com vigilância permanente e consequentemente a um aumento de recursos humanos com a presença física de um anestesista e uma enfermeira na unidade de RM. Por outro lado, ao incrementar o tempo de permanência da criança na unidade, pode levar a um comprometimento do acesso. Perante estas desvantagens existe uma necessidade real de adotarmos estratégias para reduzir o número de anestesias, minimizar a ansiedade e o medo e aumentar a satisfação da criança e dos pais com o atendimento prestado".