Passar para o Conteúdo Principal Top
Logotipo Centro Hospitalar São João

icone topo site (002)

São João operou em 2021 o maior número de doentes da sua história

04 de Janeiro de 2022
Chusj realiza em 2021 o maior n mero de cirurgias da sua hist ria 1 1024 550

Em 2021, o Centro Hospitalar Universitário de São João (CHUSJ) atingiu um marco significativo na sua história: realizou 53720 cirurgias.

Este resultado constitui o maior número de doentes operados em 63 anos, representando 8 a 10% de toda a produção nacional cirúrgica convencional programada. Com a suspensão da atividade eletiva não urgente, adivinhava-se um aumento da pressão com a reabertura dos Centros de Saúde, pelo que foi necessário antecipar a resposta e criar circuitos que permitissem o tratamento de todos os doentes covid e não covid.

“Tivemos que nos reinventar: redimensionou-se a unidade pós anestésica para dar resposta à atividade eletiva e libertar camas de Medicina Intensiva; otimizou-se a capacidade dos blocos operatórios; aumentou-se o número de salas operatórias de ambulatório e ampliou-se a ambulatorização; iniciámos a monitorização domiciliária dos doentes operados; dinamizámos a hospitalização domiciliária; desenvolvemos a App My São João”, explica Elisabete Barbosa, diretora da Unidade Autónoma de Gestão (UAG) de Cirurgia do CHUSJ.

“Terminámos 2021 com um aumento de 17% das cirurgias realizadas, correspondendo a mais 7898 cirurgias face a 2020. Houve uma redução significativa da mediana de espera para 1,5 meses e pela primeira vez a resolução de todos os doentes a aguardar cirurgia há mais de um ano, sendo que 94% dos doentes foram operados dentro do Tempo Máximo de Resposta Garantidos”, acrescenta Elisabete Barbosa.

O CHUSJ registou, em 2021, uma melhoria dos indicadores relacionados com o tempo e qualidade de resposta aos doentes oncológicos que nos chegaram em estádios mais avançados por atraso no diagnóstico. Apesar da pressão da pandemia, “realizámos cirurgias inovadoras e diferenciadas ao nível de centros mundiais de referência. Fomos procurados por doentes e instituições para resolução dos casos mais complexos.”

Com a estabilização da Lista de Espera para Cirurgia e melhoria da acessibilidade à cirurgia programada, nos últimos meses, não foram emitidos vales cirúrgicos para o exterior. Desde maio, inverteu-se este circuito e o Hospital começou a receber doentes de todo o país, em colaboração com outros hospitais do SNS e competindo com as instituições privadas e sociais.

“Quem faz a diferença nas instituições são as lideranças e os profissionais. Os últimos dois anos foram de uma exigência inimaginável, mas as equipas mantiveram o entusiasmo e a motivação, o que permitiu a recuperação da atividade não realizada nos anos anteriores. O grande desafio para 2022 será a cirurgia robótica, projeto que perseguimos desde 2019 e que iremos concretizar. Concretizar o futuro!”, finaliza a diretora da UAG de Cirurgia.