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Sociedade Portuguesa de Dermatologia atribui distinção a estudo sobre Linfomas cutâneos desenvolvido no São João

19 de Novembro de 2012
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A Sociedade Portuguesa de Dermatologia e Venereologia, atribuiu uma distinção à publicação sobre Linfomas cutâneos primários de células T, desenvolvido por um grupo de investigadoras composto por médicas dos Serviços de Dermatovenereologia e Hematologia Clínica do Centro Hospitalar de São João (representadas, na fotografia, por Ana Calistru, médica do Serviço de Dermatovenereologia).

A denominação linfomas cutâneos primários designa um conjunto de linfomas malignos que se manifestam com lesões cutâneas. Nos estádios avançados, os linfomas cutâneos primários de celulas T (LCCT) têm um prognóstico desfavorável, sendo poucas as terapêuticas que aumentam a sobrevida ou que induzam remissões duráveis.

As investigadoras debruçaram o seu estudo sobre quatro casos de formas avançadas de LCCT que constituíram um desafio de diagnóstico e tratamento.

São apresentados neste estudo 2 doentes do sexo feminino com Micose Fungóide, de 37 e 60 anos de idade, e 2 do sexo masculino, um doente de 56 anos com Síndrome de Sézary e outro de 60 anos com LCCT CD4+ de pequenas-médias células.

Foram utilizados vários esquemas terapêuticos, incluindo fototerapia, irradiação corporal total com feixe de electrões, fotoforese extracorporal, bexaroteno oral, metotrexato, interferão a2b, quimioterapia com resposta clínica parcial e transitória ou refractoriedade ao tratamento. Após um intervalo médio de 28 meses os doentes faleceram por caquexia ou sepsis.

O diagnóstico preciso de LCCT e seu subtipo nem sempre é possível de modo inequívoco ab initio. A terapêutica dos LCCT em estádios avançados representa um desafio pois não existem tratamentos padronizados e a resposta terapêutica quase sempre é apenas parcial ou transitória, sendo necessária uma abordagem multidisciplinar destes doentes.