Unidade Funcional de Neurocirurgia Vascular e Base do Crânio
A Unidade Funcional (UF) de Neurocirurgia vascular e base do crânio dedica-se ao tratamento de doentes:
- com patologia neurovascular, nomeadamente: aneurismas, malformações vasculares artério-venosas, fístulas artério-venosas, angiomas cavernosos e restante patologia vascular cerebral;
- com lesões benignas e malignas que envolvem a base do crânio, tais como: meningiomas, schwannomas, adenomas da hipófise e outras.
A Unidade funciona 365 dias por ano, em presença física durante a semana e em regime de prevenção todos os fins-de-semana e feriados.
Utiliza as melhores práticas e materiais para o tratamento destas patologias, nomeadamente: microscópio cirúrgico com possibilidade de utilização de verde de indocianina para avaliação de patência vascular, endoscópios com lentes variadas, aspiradores ultrassónicos, micromotores com brocas diamantadas e cortantes de várias dimensões, ecografia intraoperatória, micro doppler intracraniano e clips em titânio com múltiplas dimensões e tamanhos. É rotina a utilização da neuronavegação e, em casos selecionados, é utilizada monitorização neurofisiológica intraoperatória.
A colaboração com outras especialidades, nomeadamente a Neurorradiologia de intervenção e a Radioterapia, é essencial para uma correta avaliação e orientação dos doentes que necessitam de tratamento endovascular e/ou por radiocirurgia. Na patologia da base do crânio, é também fulcral e muito frequente a colaboração multidisciplinar com a O.R.L., a Oftalmologia, a Cirurgia Maxilo-Facial e a Cirurgia Plástica e Reconstrutiva. Nos tumores da região selar destacam-se a sinergias com a Endocrinologia. Um ponto forte da unidade é a proximidade e complementaridade de cuidados com a Unidade de Medicina Intensiva 8 (Neurocríticos)
Atividade assistencial:
Durante o ano 2023 foram efetuadas 254 cirurgias, incluindo aneurismas, malformações arteriovenosas, fístulas durais, angiomas cavernosos, meningiomas da base do crânio, schwannomas vestibulares (neurinomas do acústico), adenomas da hipófise, craniofaringiomas, adenocarcinomas dos seios perinasais, colesteatomas, microdescompressões vasculares e fístulas de líquor da base do crânio. Entre cirurgias mais raras contam-se cordomas, condrossarcomas, mucocelos, sinangioses e anastomoses hipoglosso-faciais.
Verificou-se agravamento neurológico após a cirurgia em apenas 6,8% dos doentes operados por patologia vascular e 3,7% dos tumores da base do crânio e a taxa de infeções global foi de 1,6%.

