Condições de Segurança
1. Condições que proíbem a realização do programa
Esta secção deve ser lida integralmente antes de realizar os exercícios. Aqui são abordadas as condições que fazem com que não deva iniciar (contra-indicações) ou deva suspender os exercícios.
Se não tiver em conta estas recomendações e realizar os exercícios mesmo que tenha uma das condições referidas, o seu efeito poderá ser deletério. Assim, não conseguirá alcançar os seus objetivos e poderá ainda piorar a sua condição clínica.
Contra-Indicações:
- Edema Agudo do Pulmão;
- Hemoptise;
- Embolia Pulmonar;
- Hipertensão Pulmonar grave;
- Tuberculose Pulmonar ativa;
- Patologia Cardíaca instável;
- Neoplasia do Pulmão ou da Pleura.
Suspender os exercícios se:
- Falta de ar, cansaço e/ou fraqueza acima do nível habitual que não melhora com o descanso ou cuidados habituais (p. ex oxigénio, bomba inaladora, etc);
- Dor ou aperto no peito;
- Dor muscular que não melhora;
- Sentir-se tonto ou a desmaiar;
- Dor nas pernas, falta de força e/ou cãibras;
- Transpiração superior ao normal com o exercício;
- Febre > 38ºC.
2. O que fazer num ataque de falta de ar?
Se tiver um ataque de falta de ar, enquanto está a realizar os exercícios ou mesmo em repouso, existem algumas técnicas que o podem ajudar. Siga a seguinte lista de procedimentos:
- Suspenda o exercício;
- Encontre uma posição confortável (assuma uma das posições exemplificadas nas fotografias em baixo);
- Permaneça calmo;
- Execute a técnica de expiração com lábios semicerrados (que se encontra descrita na figura em baixo).
- labsemicerrados
![]()
É importante lentificar a respiração, levando mais tempo a deitar o ar fora do que a encher. Não deve forçar. Continue a expirar lentamente, mantendo os lábios semicerrados e inalando pelo nariz, se assim já for possível. Continuar esta técnica por 5 minutos.
Se não melhorar deve procurar ajuda Médica imediatamente
3. Como realizar os exercícios em segurança?
Muitas patologias respiratórias cursam com sensação de falta de ar e incapacidade para a realização de algumas atividades da vida diária, às vezes tão simples como tomar banho sozinho. Então como pode um doente nestas condições realizar exercícios que o permitam ganhar uma maior tolerância ao esforço?
Isso só é possível quando garantidas as condições de segurança para a realização do exercício, que passam pela evicção do mesmo se tiver uma das condições referidas anteriormente como contra-indicações ao seu início ou continuação, mas também pela monitorização apertada de sinais que façam o doente suspeitar de algum agravamento durante a realização do programa.
Os principais parâmetros a monitorizar são o esforço e a falta de ar. Pela subjetividade inerente à avaliação destas características, é bastante útil ter em consideração algumas escalas de avaliação antes de iniciar o exercício.
Note bem: depois da leitura desta secção deve estar familiarizado com estas escalas e com as intensidades alvo pretendidas, de forma a realizar o programa de exercícios sem colocar em risco a sua saúde.
Escala de Borg Modificada:
A Escala de Borg é importante na monitorização da intensidade de esforço físico na realização de determinados exercícios. Ela mede o esforço percebido pelo doente enquanto realiza exercício.
- Intensidade alvo pretendida: entre 3 e 4
![]()
Escala de Dispneia:
Dispneia é sinónimo de falta de ar. Esta escala permite que o doente classifique de uma forma fácil a sua perceção da falta de ar enquanto realiza o exercício.
- Intensidade alvo pretendida: nunca acima da interpretação 3+.
![]()

